Dom Fernando celebra missa de encerramento da festa de Santa Isabel em Casa Amarela
A noite deste domingo (10) foi repleta de bênçãos para a comunidade do Alto de Santa Isabel, em Casa Amarela. Para uma igreja lotada de fiéis, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, celebrou a missa de encerramento da festa de Santa Isabel, Rainha de Portugal, que começou no dia 02 de julho com procissão e hasteamento da bandeira.
A missa teve início após a chegada do andor com a imagem de Santa Isabel, que veio em procissão desde a capela de Santo Antônio, percorrendo a subida da Rua de Santa Isabel até a igreja, onde foi depositado ao lado do altar. A chegada do andor, anunciada por fogos de artifício, foi momento de emoção para os presentes, que entoaram o hino à santa.
Dom Fernando levou à reflexão, em sua homilia, as semelhanças entre o bom samaritano (Evangelho do dia) e a santa: a piedade, a caridade, a humildade e a inquietude pela paz. Enfatizou que toda Igreja precisa ser samaritana, acolhendo e ajudando os pobres e necessitados, como fez Santa Isabel. E lembrou que o samaritano representa, na verdade, o próprio Cristo, em sua atitude de compaixão para com o viajante, humildade em lavar-lhe as feridas, sacrifício ao carregar-lhe e dar-lhe montaria, pagamento por sua salvação e promessa de glória no acerto final.
O pároco, Padre Marcelo José da Silva, contou da satisfação de receber Dom Fernando na comunidade, apresentando a todos a equipe que trabalhou na organização da festa. Destacando a humildade e simplicidade do arcebispo, falou sobre a importância das visitas pastorais que vêm acontecendo nos últimos anos, proporcionando o acompanhamento dos trabalhos nas paróquias da Arquidiocese, ao mesmo tempo em que anima as pastorais.
A paroquiana Lúcia Maria Pereira de Lima, que mora no Alto de Santa Isabel desde que nasceu, há 66 anos, faz parte da pastoral do dízimo e participa com alegria da festa. Ela conta que considera como maior virtude da Santa a humildade. “É uma humildade de muito valor porque ela vivia na riqueza e nunca se esqueceu dos pobres”, comentou.
Santa Isabel, Rainha de Portugal – Nobre, assistiu os mais pobres com sua riqueza. Conta-se que ela curou feridas com seu beijo e, ao ser pega em flagrante, por seu marido, com moedas nas mãos que seriam distribuídas entre os pobres, as moedas se transformaram em rosas – em pleno inverno, quando não floresciam. Sofreu humildemente a infidelidade do marido e, ainda assim, cuidou dele até a morte. Já viúva, vestiu um hábito simples da Ordem Terceira de São Francisco e entregou-se de corpo e alma ao cuidado dos pobres e enfermos nos hospitais e demais obras de misericórdia.
Fonte: www.arquidioceseolindarecife.org
