Papa Francisco Reafirma a Primazia da Misericórdia no Confessionário

Na audiência jubilar Francisco reafirma a primazia da misericórdia no confessionário e encoraja os militares a serem semeadores de paz – Nada impeça a reconciliação

Refletindo sobre o vínculo entre misericórdia e reconciliação, depois da proclamação do trecho bíblico tirado da segunda carta aos Coríntios (5, 17-21), o Pontífice partiu do pressuposto que «Deus nunca deixou de oferecer o seu perdão aos homens», porque «não se resigna à possibilidade de que uma pessoa permaneça alheia ao seu amor, mas sob condição de encontrar nela algum sinal de arrependimento». De resto, observou, dado que «quando pecamos» lhe «voltamos as costas», o Senhor vem em socorro dos homens. Como? Precisamente através do confessionário, foi a resposta implícita do Papa, o qual fez votos de que «este Jubileu da misericórdia» seja «um tempo de reconciliação para todos». E a este propósito fez notar que «muitas pessoas gostariam de se reconciliar mas não sabem como fazer». Por isso, acrescentou, «a comunidade cristã deve favorecer o retorno sincero a Deus». E isto é válido sobretudo para «quantos realizam o ministério da reconciliação». Eis então o pedido, que «ninguém permaneça distante de Deus por causa de obstáculos postos pelos homens, em particular pelo confessor que – acrescentou ao texto preparado – «deve ser um pai». Aliás, «está no lugar de Deus» e por isso «deve acolher as pessoas que vão ter com ele». É – comentou o Papa com as imagens evocativas características dos seus discursos – «um ministério tão bonito: não é uma sala de tortura nem um interrogatório». Por isso, convidou a deixar-se reconciliar com Deus, mesmo na certeza de que «no mundo há mais inimigos do que amigos». Um convite a construir «pontes de reconciliação», em todos os níveis da sociedade: da família – «quantos irmãos discutiram e se afastaram só pela herança», frisou – às Nações. E sobre este último aspeto no final da catequese, Francisco dirigiu uma breve saudação aos militares fazendo votos de que sejam «semeadores de paz».

Fonte: L’Osservatore Romano

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