Visita do Papa Francisco à Bolívia

Francisco em La Paz: “Devemos construir pontes, em vez de erguer muros”

Francisco reforçou ainda que os atores sociais têm a responsabilidade de contribuir para a construção da unidade e o desenvolvimento da sociedade.

“A liberdade é sempre o campo melhor para que os pensadores, as associações de cidadãos, os meios de comunicação desempenhem a sua função, com paixão e criatividade, ao serviço do bem comum”.

A fé não é sub-cultura

Sobre o papel dos cristãos na sociedade, o Papa recordou que a fé é uma luz que não encandeia nem perturba – as ideologias que encandeiam, precisou Francisco – mas ilumina e orienta no respeito pela consciência e a história de cada pessoa e de cada sociedade humana.

Destacando que o cristianismo teve um papel importante na formação da identidade do povo boliviano, o Papa sublinhou que  “a liberdade religiosa – tal como é entendida habitualmente no foro civil – lembra também que a fé não se pode reduzir à esfera puramente subjetiva, não é uma sub-cultura”.

Saída para o mar

Sobre a questão territorial entre Chile, Peru e Bolívia, Francisco afirmou que hoje é indispensável o desenvolvimento da diplomacia com os países vizinhos, que evite os conflitos entre povos irmãos e contribua para um diálogo franco e aberto dos problemas.

“Penso na saída para o mar. Diálogo: é indispensável.  Devemos construir pontes, em vez de erguer muros. Devemos construir pontes, em vez de erguer muros”, frisou o Pontífice.



 Click no áudio e escute a transmissão desta notícia feita pela Rádio Vaticano em língua portuguesa.

Fonte: www.news.va (Official Vatican Network)

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