Guarda Suíça Estreia em Filme no Festival de Veneza

Guarda Suíça estreia em filme do CTV no Festival de Veneza

 Alguns jovens que prestam serviço militar na Guarda Suíça farão parte do elenco, como atores protagonistas. É desde o juramento solene, no pátio de São Dâmaso, dentro do Vaticano, usando o já conhecido uniforme nas cores azul, amarelo e vermelho, que eles começam o prestigioso serviço ao Papa e à Igreja.
  A Rádio Vaticano entrevistou o diretor Gianfranco Pannone, primeiramente, questionando sobre os primeiros passos do filme e de como nasceu a ideia:
  Gianfranco Pannone – “Eu já estava em contato com o CTV, com Dom Dario Viganò, sobre um projeto que queria ter feito sobre a Igreja Católica, como ela se relaciona com a contemporaneidade. Improvisamente, no entanto, fui chamado para este projeto que, de início, podia parecer um pouco mais clássico, um documentário sobre a Guarda Suíça. Ele se transformou, entretanto, sempre mais num olhar de dentro, um tipo de bastidores de uma instituição, de fato, mais que centenária, que a maioria não conhece ou que, se conhecem, é sempre através da ideia um pouco estereotipada, que se confunde um pouco nas cores que chamam a atenção do uniforme da Guarda Suíça.”
Rádio Vaticano – Com quais expectativas foram iniciadas as gravações no Vaticano?
GP – “Eu encontrei uma grande abertura dentro da Guarda Suíça. Eu mesmo fiquei surpreso, talvez até eu sofria de um preconceito. Acredito que, no entanto, essa impressão diversa e positiva seja fortemente influenciada pela presença do Santo Padre, Papa Francisco, que é  uma figura que, em qualquer modo, aparece sempre de fundo, mas é importantíssima e que, em qualquer modo, também definirá a solução de algumas dúvidas de uma das nossas testemunhas, René, que é um Guarda Suíço que se questiona: ele está para se formar em Teologia, por isso tem algumas dúvidas sobre o seu papel de soldado que veste uma roupa com mais de 500 anos.”
  RV – A gente consegue entender do filme, não somente o interesse à história e à tradição relacionadas à Guarda Suíça, mas à vida desses jovens.
  GP – “Conto a vida quotidiana de alguns jovens, em particular, de Leo, René, Michele, Marco, com quem sigo esse percurso e formação até que não juram fidelidade ao Papa e à Igreja, transformando-se efetivamente em Guardas Suíços. Têm os bastidores; tem, então, a rotina. Apostei muito num aspecto que, segundo minha visão, está fortemente ligado a este papado: a humanidade, isto é, não contar os soldados, mas contar as pessoas que procuram, em qualquer modo, se colocar no mundo. Então, tem a normalidade deles, os passeios, as conversas, as intimidades, as dúvidas… Não é um filme de celebração aquilo que fiz, e acredito que talvez por isso Alberto Barbera tenha aceitado o filme para o Festival de Veneza. É um olhar à altura do homem, é a vida de alojamento, o refeitório, os passeios por Roma. É, também, o entusiasmo de poder correr dentro dos jardins vaticanos, ao invés de conversar sobre a emoção de fazer a guarda do Papa durante a noite e a cinco metros do seu quarto. Foi uma experiência extraordinária desse ponto de vista, porque me abriu um mundo. De fiel, que porém defende fortemente a própria dimensão leiga, para mim foi uma grande descoberta e uma extraordinária experiência.”



Click no áudio e escute a transmissão desta notícia feita pela Rádio Vaticano em língua portuguesa.

Fonte: www.news.va (Official Vatican Network)

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