Reflexão – Inclusão Social

Inclusão Social – Reflexão
Por conta de um testemunho que recebemos e que transcrevemos ao final dos nossos comentários é que exortamos todos a abrirem seus corações ao amor, à caridade e à Fé, para que Deus faça em nós o seu projeto e a sua promessa de salvação: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.” João 14:2
Começamos afirmando que o nosso país possui uma legislação que se preocupa com a inclusão social, basta lembrar alguns dos nossos instrumentos legais: Constituição Federal de 1988 – Educação Especial, Lei nº 8069/90 – Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 10.098/94 – Acessibilidade, Lei nº 10.436/02 – Libras, Lei nº 10.216 de 4 de junho de 2001 – Direitos e proteção às pessoas acometidas de transtorno mental e o Plano Nacional de Educação – Educação Especial, mesmo assim, o nosso povo ainda não abriu seu coração para essa realidade em nossa sociedade.
O que vemos são corações cheios de preconceitos, desamor, indiferença, repulsa, desprezo e até ódio, o que é muito mais grave. Esses sentimentos começam dentro de casa com os próprios pais que não aceitam o filho que nasceu com alguma deficiência; surdo, mudo, cego, down. E na maioria das vezes esses pais procuram transferir para terceiros a responsabilidade com esses filhos – empregadas domésticas, enfermeiras e aos próprios professores na escola convencional.
Nesse último caso nos deparamos com uma situação bem mais complexa que é o despreparo desses professores, aliado ao medo da direção dessas escolas em perder alunos ditos normais por conviverem com os alunos especiais, até porque existe uma rejeição dos pais dos alunos sem problemas aparentes que reclamam de seus filhos estarem participando do mesmo ambiente que os alunos especiais.
Curiosamente, em geral, os pais de filhos especiais não os vêem com qualquer tipo de problema, embora intimamente não os aceitem, motivo que os levam a matricular seus filhos em escolas convencionais, onde a falta de orientação psico-pedagógica adequada leva a criança a um distanciamento do verdadeiro convívio fraterno e da integração social.
Como cristãos devemos buscar as respostas na Palavra. E já no Antigo Testamento encontramos, talvez, o primeiro registro de Deus nos ensinando a respeitar o deficiente como seu filho, pois não o diferencia dos sãos. Moises em frente à sarça em chamas diz: “Ah, Senhor! eu não sou eloqüente, nem o fui dantes, nem ainda depois que falaste ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua. Ao que lhe replicou o Senhor: Quem faz a boca do homem? ou quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.” Êxodo 4:10-12
Quantas crianças especiais nos surpreendem, onde não víamos um ser “normal”, Deus nos presenteia com um gênio e dele passamos a ter orgulho – será que nos arrependemos do nosso sentimento de exclusão?
E Deus não se cansa de nos mandar recados para que floresça em nossos corações o amor por todos os seus filhos, sejam eles perfeitos ou deficientes, pois para o Pai todos são iguais.
Exemplo disso é o que nos conta João na passagem em que Jesus encontra um homem cego de nascença: “Perguntaram-lhe os seus discípulos: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus.” João 9:2-3
Como estamos observando a cada passagem Deus nos ensina a amar e respeitar o deficiente, pois esse é tão seu filho quanto aquele que nasce são e Deus ainda afirma que não existe culpa nem no filho que nasceu deficiente nem nos pais que o geraram, mas assim nasceram para que neles se realizem as obras do Pai.
E a bíblia ainda é mais contundente quando afirma que os deficientes serão curados “Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se desimpedirão. Então o coxo saltará como o cervo e a língua do mudo cantará de alegria; porque águas arrebentarão no deserto e ribeiros no ermo.” Isaías 35:5-6
Depois de tudo que Deus nos fala ainda temos coragem de diminuir nossos sentimentos, nossas ações e atitudes cristãs em detrimento daqueles que nada fizeram para terem nascido assim?
Será que não chegou o momento de elevarmos nossos corações ao amor, ao respeito, à dedicação e principalmente à luta pela auto-estima, pelo amor próprio, pela força em conquistar o seu verdadeiro lugar como pessoa, como gente e principalmente como cristão e filho muito amado de Deus, Pai misericordioso?
Pense, reflita e cresça… E nunca deixe que a prepotência e a auto-suficiência tomem conta do seu coração, mas que prevaleça o mandamento que Jesus nos deixou: “Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” João 15:12
Marcos Saraiva

Testemunho
“Levanta-te, vem para o meio!”
Campanha da Fraternidade 2006 (Mc 3,3)
Esta frase de JESUS dirigida ao homem da mão atrofiada representa o convite feito a todos os deficientes para que se sintam acolhidos e valorizados.
O exercício da cidadania requer, necessariamente, a promoção da igualdade, que, por sua vez exige a compreensão da diversidade. Vale ressaltar: somos diferentes, mas possuímos os mesmos direitos.
“A escola é um direito de todos”
A proposta da Educação Inclusiva deu um novo aspecto a Educação, visando um olhar diferenciado sobre as singularidades humanas.
A proposta pedagógica da ECOLE é comprometida com a INCLUSÃO.
Porquanto os educandos ditos normais ao interagirem com os especiais perdem o medo e o PRECONCEITO em relação aos diferentes, desenvolvem a cooperação e a tolerância, adquirem senso de responsabilidade em relação a tudo que os cerca, melhoram o rendimento escolar e tornam-se pessoas preparadas para conviver com os ambientes heterogêneos, já que as diferenças são enriquecedoras para o ser humano.
Infelizmente registramos em nossa caminhada, a ignorância e insensatez da maioria dos pais da nossa tão querida escola, uma grande família. Fomos surpreendidas por argumentos medíocres e desculpas torpes pedindo o afastamento dos filhos para “protegê-los” de uma filosofia de trabalho humanista e cristã que representa todo o perfil do nosso projeto pedagógico.
Estamos pagando um preço altíssimo por defender um ideal nobre em prol da INCLUSÃO. Foi reduzido em mais de 50% o nosso total de alunos que chegava a mais de 260.
Os preconceitos e conceitos equivocados são os grandes responsáveis pela marginalização de muitos e por um processo tendencioso e excludente, que não dá a devida consideração às circunstâncias e necessidades objetivas dos seres humanos em apreço.
Por acreditar que autoridades, pais, educadores, grupo de oração e todas as pessoas engajadas nesta luta contra o PRECONCEITO continuarão lutando, a ECOLE também continuará a levantar a sua bandeira em favor da INCLUSÃO e do respeito ao deficiente, acreditando que, no futuro não será preciso haver outras campanhas sobre esse tema, já que as escolas, em sua prática pedagógica, propõem formar cidadãos críticos, conscientes e que valorizem a vida.
“Deficiente é quem não vê que você é muito especial. Quem não te dá toda atenção é que é deficiente de coração.”
Jenilda Martins de Lima (Diretora)
Maria da Penha Albuquerque Lima e Silva (Coordenadora)
Se…
Se seu filho não enxerga, não ouve, não fala, não anda, não aprende, não se exclua com ele do mundo. Descortine para ele os horizontes do AMOR. Ame-o e deixe-se amar por ele. O amor não tem fronteiras e nem limites. É só amor. (Isa Oliveira de Carvalho)

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